quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Feliz, saudável e divino

 

Quando conheci a Kundalini yoga , como ensinada por Yogi Bhajan, experimentei em mim uma mudança muito intensa... Não descrita em palavras, apenas sentida em atitudes novas, em vigor maior para enfrentar o dia-a-dia e em maior tranquilidade para tomar decisões.

Na Kundalini Yoga os Krias são voltados para melhorar o sistemasneuro-endócrino, com aulas específicas para determinadas situações como: alinhamento da coluna vertebral, resistência a doenças, rins e supra-renais e ao final da aula é muito fácil perceber que “alguma coisa está diferente”.

Compreender a lógica das doenças vai muito além de conhecê-las, conhecer o mecanismo fisiopatológico garante uma segurança relativa quanto a resolutividade e devolução da saúde. Vivemos um momento, dentro dos estudos médicos, em que conhecemos muito sobre as doenças, sobre seu processo de adoecimento, sobre efeitos imunes e intracelulares muito sofisticados mas as vezes isso dificulta muito o “olhar o todo”.

São muitas especialidades e os pacientes são acompanhados por dois ou três médicos ao mesmo tempo. Isso é ruim? Não necessariamente. Se é bom? Só o tempo dirá. O fato é que dividimos o ser humano em partes, para melhor estuda-lo e esquecemos que os vários sistemas são interligados e influenciam ou sofrem influencia uns dos outros. O equilíbrio neuro endócrino é garantido por uma série de ajustes internos que agem em nós através dos neurotransmissores e estes garantem as reações específicas em situações de alegria, estresse e sofrimento.

Além das minhas crenças pessoais,fui “treinada” numa escola de medicina tradicional, onde se questiona muito e os medicamentos e tratamentos precisam ser comprovados e exaustivamente testados antes de darmos à eles credibilidade. Sendo assim minhas buscas em sites científicos me levaram aquilo que eu já sabia, Kundalini Yoga sendo usada como tratamento adjuvante, principalmente de distúrbios psiquiátricos e com resultados muito positivos!

Nos EUA os trabalhos de David Shannahoff-Khalsa, muitos publicados nos sites médicos. No Brasil há trabalhos em São Paulo, no Hospital de clínicas da USP com pacientes em tratamento de distúrbios psiquiátricos e tratamento oncológico. Há ainda na UFMG trabalhos realizados no setor de hemodiálise mostrando que os pacientes em diálise e que praticam Kundalini yoga acumulam menor quantidade de alumínio no organismo que aqueles que não fazem as práticas de Kundalini yoga.

Esses estudos trazem à “minha mente” a tranquilidade de saber que tudo está sendo documentado e que o método científico como conheço ainda está valendo.

Mas, o que vejo mesmo é uma mudança muito mais rápida que nossa capacidade de compreensão, o que vejo mesmo é que os “pacientes”, “doentes”, ou seja, todos nós,queremos o que pode ser sentido, queremos um tratamento ou um olhar mais profundo e completo sobre o nosso adoecimento, queremos que ele seja visto como realmente é, um emaranhado de fatores psico-emocionais, corporais e mentais e que ofereçam muito além de um medicamento.

Aliar os tratamentos médicos, tão eficazes como os que temos hoje, à consciência da prevenção da saúde é o caminho da Medicina tradicional ,isso resulta da percepção de que sem a consciência da mudança de nossos hábitos nos tornaremos a cada dia mais doentes e desconectados de nós mesmos e do mundo que habitamos.

Falar sobre a Kundalini yoga vai além do que consigo descrever, passaria aqui por uma infinidade de textos e citações de Yogi Bhajan e ainda assim não seria completo sem a experiência. A mudança que vi em mim veio nos detalhes, na busca de uma alimentação mais saudável, na compreensão da importância do cuidado com o meio ambiente e o respeito com os outros seres vivos. Tudo isso me faz querer difundir, espalhar e mostrar às outras pessoas os benefícios dessa prática e sigo com outros que sentem o mesmo que eu e que melhoram também a cada dia suas percepções e hábitos adoecidos na busca de uma humanidade mais feliz, saudável e divina.

                                                         Sangeeta Kaur

                                                        ( revisão e correção de Prem Pal Singh)

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